Tomazina - A Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), que reúne 26 prefeituras da região, está literalmente dividida ao meio, com 13 prefeitos de cada lado. A ala dissidente se reuniu na segunda-feira à noite, em Tomazina, e decidiu abandonar a entidade. A reunião contou com a presença de 11 prefeitos e outros dois manifestaram a decisão por telefone.
O que se comenta é que a divisão entre os prefeitos ainda é resquício da eleição para governo do Estado, que ficou polarizada entre os candidatos Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT).
A divisão ficou mais evidente no dia 10 deste mês, quando haveria uma reunião extraordinária para a escolha da nova diretoria da Amunorpi, com mandato para um ano. O encontro foi cancelado devido a ausência do presidente da associação, Luiz Antonio Liechocki (PMDB), que é prefeito de Siqueira Campos.
Uma nova eleição foi marcada para o dia 21 e contou com a presença de apenas oito prefeitos. O prefeito de Barra do Jacaré, Edmar de Freitas Alboneti, foi aclamado presidente.
Descontentes com o desfecho da eleição, o outro grupo de prefeitos resolveu, então, abandonar a entidade. Os prefeitos que oficialmente se desligaram da Amunorpi são das cidades de Carlópolis, Conselheiro Mairink, Curiúva, Ibaiti, Jaboti, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Ribeirão Claro, Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Tomazina e Wenceslau Braz.
Os prefeitos que abandonaram a entidade ainda não decidiram o que fazer, mas uma das propostas é formar uma nova associação de municípios, que seria integrada por outros três municipios dos Campos Gerais. Nenhum dos prefeitos procurados pela reportagem foi localizado.
A carta de desfiliação da Amunorpi foi entregue ontem à tarde ao prefeito de Siqueira Campos.
Outro comentário que circula nos meios políticos do Norte Pioneiro é que a ala dissidente estaria pressionando para que seja realizada uma nova eleição para a presidência da entidade. A posse da nova diretoria está marcada para o dia 8 de fevereiro.

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