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. | Foto: Divulgação/Câmara de Araucária

O prefeito de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), Hissam Hussein Dehaini (Cidadania), vetou o PL (projeto de lei) da Câmara de Vereadores que aumenta os subsídios dos parlamentares em 60% para a próxima legislatura. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18) e, até a manhã desta quinta (19), o Legislativo ainda não sabia quando o veto seria apreciado.

O PL 62/2019 promove o reajuste dos subsídios dos vereadores de R$ 5.992 para R$ 9.584,45 mensais a partir de 2021, quando uma nova composição da Câmara deve tomar posse. O texto foi votado em dois turnos, nas sessões de 10 e 17 de dezembro – esta segunda, extraordinária, já que o recesso parlamentar começou no dia 15 de dezembro.

Após a aprovação, a matéria seguiu para sanção do prefeito, que estava em férias de dez dias. “Ele retornou na manhã de quarta e, à tarde, vetou o aumento para mais de R$ 9 mil. O prefeito entende que o momento não é apropriado. O município está saindo de uma crise gravíssima, com os três últimos prefeitos presos, e é hora de resgatar a confiança nas instituições. A sociedade precisa voltar a acreditar no poder público”, disse o secretário de Governo de Araucária, Genildo Carvalho.

A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores disse que o Legislativo ainda analisava, na manhã desta quinta, se uma nova sessão extraordinária seria convocada para votar o veto antes do recesso administrativo, que começa no dia 21 de dezembro e segue até 6 de janeiro.

A assessoria legislativa informou que, até a tarde desta quinta, o veto ainda não havia sido protocolado na Câmara. Os vereadores terão 30 dias para analisar a decisão do prefeito, mas os prazos estão suspensos até 15 de fevereiro de 2020, fim do recesso legislativo. Para ter efeito para a próxima legislatura, o valor dos subsídios precisa ser fixado até antes das eleições municipais.

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