O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), foi ontem pessoalmente ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), em Curitiba, acompanhar o protocolo de um pedido de suspensão da liminar que afastou o presidente da Sercomtel, João Rezende, do cargo.
Rezende foi afastado dia 15 pela juíza da 9 Vara Cível, Cristiane Willy Ferrari. Ela atendeu o pedido do Ministério Público (MP) que, na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, cita Rezende por ferir os princípios da moralidade, impessoalidade e legalidade ao segundo os promotores repassar para o detetive particular Paulo Rodrigues documentos sigilosos da empresa em setembro de 2004.
Conforme o advogado da Sercomtel, Dely Dias Neves, o pedido foi feito em nome da empresa. ''Foi em nome da Sercomtel, não em nome do João. O João Rezende é o cérebro da empresa. (O afastamento) é um prejuízo para a empresa, é um prejuízo patrimonial para todos os lados, negócios, coordenação dos diretores, tudo estava nas mãos dele. A empresa entende prejudicial à sua imagem aos seus negócios, o afastamento de seu presidente'', justificou.
Neves ainda argumentou que a permanência de Rezende no cargo não interfere nas investigações do MP. ''O MP está alegando que querem fazer certas investigações sobre esse caso e ele pode interferir em investigações futuras. A presença do João na presidência não prejudica em nada as investigações até porque não tem mais investigações a serem feitas além das que foram feitas'', disse. Além dessa ação, Rezende e o detetive respondem uma ação penal pelo suposto vazamento das informações sigilosas da empresa e que tramita na 3 Vara Criminal.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, Nedson fez questão de acompanhar os advogados pela ''importância da Sercomtel'' para a cidade. Rezende foi notificado do afastamento no início da noite de terça-feira.

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