Prefeito sanciona lei do Plano Diretor de Londrina
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Cumprindo um dos últimos compromissos da agenda como chefe do Executivo londrinense, o prefeito Nedson Micheleti assinou, na manhã de ontem, no auditório do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), a lei número 10.637, de 24 de dezembro deste ano, a qual institui as diretrizes do Plano Diretor Participativo do município.
Também foram entregues escrituras e cópias das leis de doação de terrenos para 20 empresas e entidades que irão se estabelecer na cidade nos próximos anos, entre elas, o novo Fórum, o prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Centro de Eventos do Parque de Exposições e o campus londrinense da Universidade Tecnológica do Paraná.
''Com a solenidade de entrega das escrituras, tão incomum no meu governo, quis marcar a política de expansão industrial adotada pela minha administração, que baseou-se na doação de terrenos públicos. Queria deixar isso muito claro para que se o futuro governante quiser alterar essa rota de governo, a sociedade cobre'', afirmou.
Para o prefeito, a sanção da lei do Plano Diretor ''fecha com chave de ouro'' a gestão petista dos últimos oito anos. ''Trilhamos o futuro da cidade a partir de um caminho de desenvolvimento pensado de forma integrada'', definiu Micheleti, destacando a revitalização da Área Central e o fortalecimento da Avenida Saul Elkind como pontos positivos do atual plano municipal.
Faltando oito projetos complementares a serem analisados pela Câmara de Vereadores, o Plano Diretor é entregue depois de quatro anos de discussões, que culminaram em duas conferências e uma audiência pública, segundo o presidente do Ippul, João Batista Bortoloti.
Para o vereador Tercílio Turini, relator do Plano Diretor na Câmara, a partir da discussão com a sociedade, está sendo encaminhado um projeto que não é do prefeito, mas sim do município. ''Se a lei não fosse aprovada este ano, certamente o novo prefeito proporia novas discussões, o que atrasaria a aprovação do Plano Diretor em um ano e sem ele não seria possível aprovar as leis complementares'', opinou.


