Prefeito rejeita motivação eleitoreira
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) nega que as atitudes tomadas por ele durante os dois anos e meio em que está no poder tenham intenção eleitoral e afirma que também tomou atitudes impopulares. Ainda diz que a discussão sobre sucessores só começará depois de definido o quadro de filiados dos partidos políticos, o que pode empurrar a decisão para abril do próximo ano.
Para Kireeff, analisar os atos que trouxeram benesses aos londrinenses é "uma leitura baseada em uma política ultrapassada" e que não desvencilha um projeto político de outro de manutenção do poder. Também ressalta que tomou medidas impopulares, como o contingenciamento de gastos da administração pública em 30%, execução judicial de devedores e levar imóveis a leilões. "Estamos administrando a cidade com responsabilidade" defende.
Ele afirma, ainda, que não desistiu do IPTU progressivo, mas que o projeto passa por reelaboração para que deixe de ter um caráter tributário e se torne uma ferramenta de política pública contra a especulação imobiliária e a favor do adensamento populacional.
Reafirmando a opinião de contrariedade à reeleição, Kireeff afirmou que não há um sucessor natural, mas que surgirão nomes que darão continuidade às políticas de governo que adota. Porém, em sua visão, a discussão é antecipada e deve aguardar o fim do prazo para filiações, que terminaria um ano antes das eleições, o que aconteceria até o próximo dia 2 de outubro.
Entretanto, está na mesa da presidente Dilma Rousseff (PT) a minirreforma eleitoral do Congresso Nacional que, entre outras coisas, reduz para seis meses antes do primeiro turno - sempre no primeiro fim de semana de outubro dos anos eleitorais - o prazo máximo para inscrição em um partido político. Se a sanção ocorrer, a discussão seria jogada para após o dia 2 de abril.(L.F.M.)





