Mesmo após o resultado das urnas, a eleição em Faxinal (Norte) segue tumultuada. Na última quinta-feira, o prefeito Adilson Lino (PDT), reeleito para mais quatro anos, foi ouvido na ação que apura suposta compra de votos durante a campanha. É uma das três ações apresentadas contra ele pela coligação adversária, encabeçada pela candidata Maria Camacho (PRP), e que podem resultar na cassação da candidatura dele.
Lino responde pelos supostos crimes eleitorais de compra de voto, abuso de poder econômico e abuso do poder político. Conforme o advogado Moisés Pessuti, que defende Maria Camacho, ''são provas contudentes contra ele e não tenho dúvidas de haverá condenação''.
O representante da coligação encabeçada pelo prefeito reeleito, Francisco Alfredo Ferreira, afirmou que os correligionários estão tranquilos. ''Foi uma situação armada e as testemunhas ouvidas hoje (quinta-feira) comprovam que não houve nada.'' Segundo ele, a coligação ''sofreu umas 20 representações e tivemos apenas duas condenações''. ''Como pode ser abuso (de poder político) uma obra regular numa estrada onde passa o transporte escolar?'', comentou o advogado, a respeito da denúncia que trata de uso de maquinário público em área particular.

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