Prefeito quer economizar R$ 800 mil mensal
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sexta-feira, 23 de agosto de 2002
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá Extinção de duas secretarias, redução de horas extras, demissão de funcionários com cargos comissionados, adequação do cronograma de obras e mudança no horário de atendimento à população. Estas foram algumas das medidas anunciadas ontem pelo prefeito em exercício de Maringá, João Ivo Caleffi (PT), como parte do pacote de medidas administrativas para sanar as contas do município. O objetivo é economizar R$ 800 mil por mês a partir de setembro.
Caleffi não anunciou quantos funcionários serão demitidos. Disse apenas que a partir do próximo mês as demissões vão ocorrer em efeito cascata até atingir o número ideal de um novo organograma. Segundo ele, a redução de secretarias já estava sendo analisada, mas só deveria ocorrer em março. ''Estamos antecipando em face da realidade financeira do município.'' Serão extintas a Secretaria Extraordinária de Modernização Administrativa e a Urbamar.
Segundo Caleffi, as medidas entram em vigor a partir de 2 de setembro, inclusive o novo expediente da prefeitura das 12 às 18 horas. Ele disse que as licitações serão suspensas, com exceção de três que têm recursos previstos dos governos estadual e federal. As obras em andamento seguem, mas em ritmo lento. Os setores mais atingidos são educação e saúde.
De acordo com o secretário de Fazenda, Ênio Verri, o município tem um déficit mensal de R$ 1 milhão. Ele afirmou que a suspensão na cobrança da taxa de iluminação pública desde 2001 e a redução drástica no repasse do Fundo de Participação do Município (FPM) de junho a agosto comprometeram significativamente as contas. Segundo ele, a prefeitura terá uma perda de cerca de R$ 5 milhões até o final do ano.


