O prefeito de Cornélio José Antônio Ottoni da Fonseca (PMDB) enviou à Câmara de Vereadores projeto de reforma administrativa que extingue todas as 11 secretarias. Pelo projeto, seriam criadas apenas cinco novas pastas: Integração do Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Infra-estrutura urbana, Administração do Desenvolvimento Institucional e Planejamento e Coordenação Geral.
O secretário de Finanças, Orlando Batista Fonseca, explica que a reforma tem o objetivo de tornar a estrutura mais ágil e mais barata. ‘‘A máquina precisa ficar mais enxuta. A administração tem de se enquadrar no novo paradigma exigido não só da empresa privada, mas também da pública’’, alega.
Ele diz que não sabe ainda quanto a prefeitura poderá economizar, mas garante que a estrutura vai ficar menor. Fonseca explica que a reforma também prevê a criação do fundo municipal de desenvolvimento, gerenciador de todos os projetos a serem desenvolvidos pelo município. ‘‘Parte das receitas próprias, do estado e da união será destinada a esse fundo na forma de poupança para novos investimentos’’, explica.
Fonseca garante que a prefeitura não pensa, por enquanto, em demissões. O quadro de pessoal envolve 900 servidores, cuja folha de pagamento é de R$ 620 mil. ‘‘O que estamos fazendo é não repor os aposentados’’, justifica. Ele alega ainda que na administração passada havia 100 cargos comissionados, reduzidos a 48 pelo prefeito. ‘‘Estamos também enviando à Justiça nos próximos dias a relação dos devedores da dívida ativa do IPTU de 92. Não haverá anistia’’, avisa.

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