Prefeito pede licença para fazer campanha
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sábado, 30 de janeiro de 1999
Sid Sauer 
O prefeito de Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão), Same Saab (PSDB), vai pedir licença de 30 dias no cargo para se dedicar à campanha pela presidência da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Há dois anos, ele também chegou a se lançar candidato, mas desistiu atendendo conselhos do Palácio Iguaçu. Desta vez não volta mais atrás, frisa. Saab já vem percorrendo vários municípios em busca de apoio.
A AMP ter que ficar mais próxima dos prefeitos, o que não vem acontecendo, diz o prefeito de Iretama para justificar sua candidatura. Segundo ele, as associções de municípios vêm tomando decisões isoladas, que perdem a força pela falta de coordenação da AMP. Saab cita o exemplo da queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Não houve contestação por parte da Associação dos Municípios do Paraná, ressalta.
O prefeito diz que a redução do FPM não prejudica apenas as prefeituras, mas o Estado todo. Se os pequenos municípios já estavam perdendo população com os recursos, que tinham, agora vão perder muito mais, explica. Isso significa que muito mais gente vai se mudar para os grandes centros. Segundo ele, os custos de uma pessoa numa cidade pequena é menor que num grande centro. Em cidade pequena, ninguém precisa de ônibus nem de lixeirinho, exemplifica.
Saab lembra que o relator da lei que mudou o FPM era o paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB) e, mesmo assim, a AMP não se mexeu. A falta de diálogo entre os prefeitos e a bancada federal do Estado é outra bronca do prefeito de Iretama. O povo procura os prefeitos e não os deputados. Por isso, os prefeitos têm que ser ouvidos. Saab defende reuniões bimestrais entre a bancada, a AMP e os presidentes das associações municipais.
Ainda sobre a redução do FPM, o prefeito destaca que a diminuição da população não signfica a diminuição dos serviços. A sala de aula que tinha 40 alunos e hoje tem 25, continua precisando de professora, zeladora e merendeira, cita. O ônibus escolar que transportava 40 alunos, continua andando a mesma coisa para transportar 30, completa. Saab diz que a redução, se era inevitável, deveria ser aos poucos, para que as prefeituras fossem se adequando.
Miséria De acordo com Saab, a falta de luta da AMP tornou a entidade sem crédito. Poucas prefeituras estão pagando suas mensalidades, frisa. Para ele, a associação tem muitas brigas para assumir, como a luta por recursos para o transporte escolar, a manuntenção de delegacias de polícia e de escritórios da Emater com recursos das prefeituras.


