Prefeito pede desfiliação do PDT e apóia Requião
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terça-feira, 25 de julho de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O prefeito de Laranjeiras do Sul (138 km a leste de Cascavel), Berto Silva (PDT), contestou ontem o pedido de expulsão que tramita no diretório estadual e as declarações do senador e candidato do partido ao governo do Estado, Osmar Dias.
Através de nota divulgada segunda-feira, o partido deu publicidade ao processo instaurado contra Silva a pedido do secretário do PDT em Curitiba, Adalbeto Grein. Ele argumenta que, a despeito da candidatura própria do partido ao Palácio Iguaçu, o prefeito teria assumido a coordenação da campanha do candidato do PMDB, Roberto Requião, na região do Cantuquiriguaçu.
''Fiz contato antes de anunciar que estaria na campanha do Requião. Falei com o assessor mais próximo do senador e expliquei as razões pelas quais estaria optando pela campanha do Requião e inclusive estaria assumindo a coordenação na região. Avisei há uma semana e disse que estava providenciando a saída do partido para não causar desconforto. Criaram um fato político em cima de uma decisão'', explicou Silva. ''O senador deu declarações de que sou traidor e estou respondendo que há incoerência. Eles nomearam para a coordenação da campanha aqui um membro do PFL, que apóia o Rubens Bueno. Eles que estão incitando a traição.''
O prefeito, que é presidente da comissão provisória do partido, argumentou que o pedido de desfiliação será protocolado esta semana. ''Pedi para o meu advogado que fizesse o pedido de afastamento e ele me orientou a fazê-lo em Curitiba já que se tratava de uma comissão provisória'', justificou.
Conforme o secretário estadual do PDT, Larson Leitzke, mesmo com o pedido de desfiliação, o processo contra Silva deve continuar. ''Não cessa porque o processo já está correndo teria que haver o recebimento e a atitude dele foi anterior a desfiliação'', explicou. Leitzke argumentou que o assessor a quem Silva alega ter comunicado a sua decisão de assumir a coordenação da campanha de Requião, nega ter conhecimento do assunto. ''Como em todos os partidos existe a fidelidade partidária e ele não teve ao menos a decência de se desfiliar ou comunicar o partido antes de assumir a coordenação da campanha do Requião. A pessoa que ele alega ter comunicado não tem conhecimento disso, não conversou com ele e formalmente não existe nenhum comunicado de desfiliação na Justiça Eleitoral nem no diretório'', concluiu.


