O prefeito de Joaquim Távora, Wiliam Walter Ovçar (PSL), afirmou que aguarda o resultado do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ''de forma oficial'' para só então anunciar que medidas deve tomar. ''Estou com a consciência tranquila pela lisura do processo'', garantiu.
Contudo, em uma primeira análise, o chefe do Executivo municipal negou que tenha sido omisso ou negligente por eventuais irregularidades nas duas licitações de suprimentos médico-hospitalares. ''Não agi de forma irregular, tanto que os editais foram cancelados e a primeira comissão de licitação, dissolvida. À parte disso, instauramos uma sindicância para apurar eventuais problemas na conduta dos servidores'', elencou. Ovçar admitiu que o processo administrativo iniciado em julho, quase simultâneo à CPI, ainda não foi concluído. ''O advogado da Prefeitura me entrega o relatório final semana que vem'', definiu.
O prefeito nega negligência e omissão na própria conduta e, ao mesmo tempo, diz que o superfaturamento na compra de remédios ''já ocorria desde as gestões passadas'' - e que, ainda assim, manteve membros de comissões licitantes anteriores ao mandato dele. ''Quando vieram as suspeitas, cancelei as licitações e desfiz o grupo. Além do mais, o secretário é que respondia pelo Departamento de Saúde, e o afastei. Ele sabia das irregularidades e não me comunicou. Soube de tudo por terceiros'', justificou, para concluir: ''Isso tudo tem motivação política contra mim, tenho certeza''. (J.G.)

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