O prefeito Nedson Micheleti anunciou ontem de manhã um remanejamento envolvendo três secretarias municipais e a Sercomtel. A mudança crucial ocorreu na diretoria de planejamento da empresa de telefonia: Francisco Moreno, presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), assume o cargo de diretor de planejamento da Sercomtel – empresa onde ocupava o cargo de presidente do Conselho Administrativo.
  Para substituí-lo na CMTU, o prefeito nomeou o atual procurador do município, Mauro Yamamoto. Seguindo a reação em cadeia, a advogada Regiane Adreola Rigon, que até agora respondia pela Corregedoria, entra no lugar de Yamamoto, e a nova corregedora será a professora de Direito Érika Juliana Djimitruk. Vanderlei Rezende Neiva, que deixa a diretoria de planejamento da Sercomtel, vai para a diretoria de engenharia e operações. As mudanças serão efetivadas até quarta-feira.
  ‘‘O trabalho do novo diretor de planejamento vai ser facilitar o entendimento entre o governo e a Sercomtel, objetivando a estadualização da empresa. Já conversei com o governador, e ele se mostrou favorável à idéia’’, justificou Micheleti. Segundo ele, a Sercomtel Celular teve uma redução no prejuízo, caindo dos mais de R$ 4 milhões em 2005 para R$ 3,6 milhões no ano seguinte, mas precisa expandir sua área de atuação para conseguir se manter. ‘‘Em Londrina a Sercomtel não tem para onde crescer e enfrentar a concorrência. Se puder atuar em todo o Estado, a Sercomtel vai ter mais condições de competir com as operadoras multinacionais’’, apontou.
  O prefeito justificou a escolha de Yamamoto pelos conhecimentos do procurador em relação aos contratos e o acompanhamento das atividades da companhia. ‘‘Seus conhecimentos vão ajudar inclusive na elaboração do edital de licitação e gestão do novo aterro sanitário, que deve sair até maio.’’
  Já Yamamoto afirmou que ainda vai precisar se inteirar sobre os diversos setores da CMTU depois que assumir, na quarta-feira, para poder se manifestar sobre problemas como trânsito e fiscalização, radares e aterro sanitário.
  Durante a entrevista coletiva, o prefeito, questionado sobre a possibilidade de implementação de uma guarda municipal, afirmou que isso só será possível quando ela tiver poder de polícia. ‘‘As pessoas querem é mais segurança, e, sem poder de polícia, a guarda municipal não seria capaz de proporcionar. Só se houver uma mudança na legislação e ela se transformar em polícia municipal.’’

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