Prefeito mantém silêncio sobre o escândalo
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segunda-feira, 26 de novembro de 2001
Rodrigo Sais<br>De Curitiba 
O prefeito Cassio Taniguchi continua evitando comentar a existência ou não de um caixa 2 nas contas de sua campanha à reeleição. O PFL é acusado de omitir gastos de R$ 29,8 milhões oficialmente, o partido declarou que gastou R$ 2,8 milhões. Durante a inauguração do Parque Nascentes do Belém, sábado, no bairro Cachoeira, Cassio delegou ao vice-presidente estadual do PFL, o deputado federal Abelardo Lupion, a incumbência de tratar do assunto. Abatido e acompanhado da mulher, Marina Taniguchi (PSDB), ele preferiu concentrar suas declarações no ato oficial.
''O prefeito estava ocupado administrando a cidade e buscando votos junto à população e não tinha acesso a essa contabilidade. Admitimos a possibilidade de que possa ter havido irregularidades, mas vamos punir quem tenha dado essas escorregadelas'' afirmou Lupion, dando a entender que o PFL está disposto a buscar nos subalternos os supostos responsáveis pela contabilidade paralela sob investigação.
Lupion não acredita que o laudo do Instituto de Criminalística, que confirmou ser do presidente do comitê financeiro do partido em 2000, Mário Lopes Filho, a caligrafia encontrada em alguns bilhetes relacionados às contas do PFL, possa prejudicar ainda mais o prefeito. Francisco Paladino Júnior era preposto de Lopes Filho. ''Os bilhetes referem-se ao pagamento de combustível, o que é natural em qualquer campanha eleitoral. Não provam nada'' minimizou.
Lupion não quis comentar o teor do bilhete de Lopes Filho publicado na edição de sexta-feira da Folha, que aponta para um pagamento de R$ 133.934,00 ao instituto de pesquisas Vox Populi, e que não teria sido declarado à Justiça Eleitoral. ''Esse bilhete eu não vi. Não posso comentar.''


