O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, admite retomar o debate sobre a venda da Sercomtel Celular, proposta rejeitada neste ano por um plebiscito com a participação de 11% dos eleitores. Na avaliação do prefeito, a conversa nunca vai estar esgotada, embora esteja trabalhando para qualificar os serviços e a lucratividade da empresa. ''Não podemos deixar de observar o mercado, em especial os passos que a TIM vai dar em sua implantação em Londrina'', analisou.

Segundo Nedson, a TIM sofrerá um atraso para iniciar suas operações na banda D em Londrina em função da crise mundial no setor de telecomunicações. Para o prefeito, a presença da concorrente irá afetar diretamente o mercado local. ''Só vamos reabrir essa discussão se fatos novos vierem e comprometer a empresa. Sou o administrador da cidade e tenho responsabilidade sobre a Sercomtel, que é patrimônio da cidade. Se ela estiver em risco, tenho a obrigação de abrir o debate e apresentar uma proposta'', concluiu.

O prefeito disse que a maneira como foi conduzido o processo de privatização no País influenciou no plebiscito sobre a Sercomtel, com o eleitor vinculando o caso à venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel), defendida pelo governo do Estado. Nedson afirma que há grande diferença entre a privatização de serviços essenciais, como água, energia e saneamento, e a venda da Celular. ''É diferente da telefonia, que hoje já é feita de forma concorrencial, inclusive em Londrina com outras empresas operando o serviço.''

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