Prefeito eleito de Cambé mira em soluções com a RML

Conrado Scheller tem como desafios a Saúde, Transporte Público e Saneamento; em Arapongas, Sérgio Onofre busca recursos para novas obras

Pedro Moraes - Grupo Folha
Pedro Moraes - Grupo Folha

A formalização da Região Metropolitana de Londrina está no foco da administração do prefeito eleito de Cambé, Conrado Scheller (DEM). A visão é de que os problemas devem ser resolvidos em conjunto, a partir de um planejamento urbano maior que envolva as cidades da região. “Nossos principais desafios precisam ser resolvidos em uma perspectiva mais ampla. Os prefeitos da região terão que buscar o governo do Estado para que o que está apenas no papel se torne uma realidade”, afirmou Scheller. O futuro secretariado também já está nos planos, já que a transição formal entre as administrações começa na próxima segunda-feira (23). “Vou avaliar o trabalho de quem está no posto, mas me sinto livre para escolher. Apesar de manter os valores da atual administração, quero atualizar alguns conceitos da prática do trabalho”, adiantou à FOLHA. Scheller é o vice do atual prefeito cambeense, José do Carmo Garcia (PTB). 


Prefeito eleito de Cambé mira em soluções com a RML
Divulgação
 




Entre os setores emergenciais estão a Saúde, o Transporte Público e o Saneamento Básico. O primeiro envolve o Cismepar (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema), em especial com as filas para atendimento e para as cirurgias eletivas. “Cabe ao município dar a assistência básica, mas como não ver as necessidades de pessoas que ficam até três anos esperando poder melhorar sua qualidade de vida? Essa é uma função que cabe ao Estado, mas os prefeitos precisam estar juntos para resolver”, apontou o futuro chefe do Executivo de Cambé. As linhas de ônibus que estão sob a responsabilidade do município precisam ser licitadas e o contrato com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) também está vencendo. Soluções que impactam a área toda.




ARAPONGAS

Reeleito em Arapongas, Sérgio Onofre (PSC) ainda não pensa em fazer uma mudança na atual equipe. A definição deve ser feita apenas em janeiro, depois da posse. Já a relação com a Câmara de Vereadores tem uma perspectiva de mudança, segundo diz o prefeito. “Acredito que irá melhorar muito porque não percebo que existam projetos pessoais. Os nomes que foram eleitos têm um compromisso com a cidade. Antes, houve muito tumulto e acredito que a atuação do Legislativo será muito construtiva”, afirmou à FOLHA. Com o resultado oficial das eleições, a Câmara Municipal de Arapongas terá oito novos vereadores a partir de janeiro de 2021. Apenas sete foram reeleitos.




Antes mesmo de assumir o segundo mandato, Onofre já prepara uma série de obras que serão iniciadas em janeiro. Os recursos serão provenientes do Governo do Estado no valor de R$ 30 milhões. “Nesta segunda-feira (23) mesmo estou indo para Curitiba para tratar dessas ordens de serviço. No primeiro governo, fiz 86 obras, mas hoje já há muito trabalho engatilhado logo para o início do ano que vem”, explicou. Entre os principais projetos estão o Condomínio do Idoso, que terá 40 casas e deverá ser construído na saída para Mandaguari, e a nova cadeia pública, que deverá implicar na construção de uma carceragem para 250 novas vagas. Há ainda a previsão de investimento de R$ 3 milhões para a Santa Casa e projeto para vias rurais. “Neste próximo ano, vou tratar também de forma muito particular do tema do pedágio. Todas as cidades que têm uma praça precisam ter um tratamento diferenciado”, concluiu.

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