A equipe de transição do prefeito eleito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), está elaborando um protocolo com pontos que a administração petista considera essenciais para entregar aos 21 vereadores do próximo Legislativo.
O objetivo do PT é evitar a troca de cargos e favorecimentos entre o Executivo e o Legislativo. Além disso, José Cláudio espera que a mesma política de contenção de despesas que a administração municipal pretende desenvolver seja adotada também pela Câmara de Vereadores.
Segundo o coordenador da equipe, Silvio Januário, o Legislativo consome 6% do orçamento do município, estimado para o próximo ano em cerca de R$ 140 milhões. ‘‘Da mesma forma que vamos cortar gastos com cargos comissionados e publicidade, esperamos que a Câmara faça o mesmo, pois, afinal, o trabalho de recuperação do município deve ser de todos os poderes’’, afirmou Januário. Só de dívidas, o próximo prefeito deve enfrentar mais de R$ 150 milhões.
No protocolo do PT estarão os principais pontos da administração de José Cláudio e a forma de trabalho do Executivo prevista para os próximos quatro anos. Januário disse que o prefeito eleito quer que o Legislativo deixe de ser assistencialista para exercer de forma efetiva o papel de agente fiscalizador dos atos do Executivo. ‘‘Além disso, cabe aos vereadores legislar, pois o Executivo não pretende ser passivo no seu papel’’, destacou o coordenador.
Para Januário, o protocolo não tem objetivo de ser um documento de ingerência do Executivo no Legislativo. ‘‘Apenas é necessário que a Câmara tome parte da diretriz política e administrativa que José Cláudio pretende adotar’’, completou o coordenador. A reunião entre o novo prefeito e os vereadores (16 eleitos pela primeira vez e cinco reeleitos) deve ser marcada para o próximo sábado.

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