Prefeito é réu em ação popular
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segunda-feira, 12 de março de 2001
Luciana PomboDe Curitiba 
O juiz de Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), Ivo Faccenda, acatou o pedido de providências e ação popular contra o prefeito Elerian do Rocio Zanetti (PSDB). Ele é acusado de improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e contratação de serviços funerários sem procedimento licitatório. A ação foi movida pelo empresário Maurílio Duarte Pinheiro em 20 de fevereiro deste ano. Foram citados como réus, além do prefeito, seu filho Bhil Elerian Zanetti, a prefeitura e as funerárias Imaculada Conceição, São João Batista, Santa Edvirges e Santa Mônica.
A concessão de alvará para as funerárias teria sido dada em julho de 1999. Elas não passaram por licitação e estão tendo o direito de trabalhar livremente no hospital Angelina Caron. As outras quatro funerárias que operavam no município não conseguiram permissão para continuar atuando, mas permanecem na ativa.
O advogado Vicente Paula Santos anexou no pedido de suspensão do funcionamento das funerárias documentos que revelam que os imóveis cedidos para as funerárias Santa Mônica, São João Batista e Imaculada Conceição foram locadas pelo filho do prefeito, Bihl Elerian Zanetti.
O juiz deu 20 dias para que os autos sejam contestados e pediu um parecer do Ministério Público (MP). O promotor Octacillo Sacerdote Filho disse ontem que ainda não tinha conhecimento do teor da ação popular. Mas adiantou que entrou com dois procedimentos administrativos para investigar a legalidade do funcionamento das quatro novas funerárias.
Outro procedimento investigatório que foi impetrado pelo MP é o da construção do Instituto Médico Legal (IML) com recursos públicos.
O prefeito confirmou ontem que os quatro alvarás para empresas foram concedidos sem licitação, mas em caráter provisório. Segundo ele, o edital de licitação para a contratação definitiva de empresas já está pronto e apenas aguarda a inauguração do novo prédio do IML para que seja publicado. Conforme o edital, apenas duas empresas funerárias terão permissão para funcionar.


