A juíza da 3 Vara Criminal, Oneide Negrão de Freitas,liberou o prefeito Barbosa Neto de ser ouvido como testemunha de defesa do ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu - réu no processo do Instituto Gálatas, entidade que prestava serviços de saúde em Londrina.
A defesa do prefeito utilizou o mesmo argumento para pedir a liberação da primeira-dama Ana Laura Lino de ser testemunha de acusação, arrolada pelo Ministério Público: como ambos são investigados por possíveis crimes na contratação do Instituto Atlântico (a segunda entidade que executava programas de saúde), seus depoimentos como testemunhas - que têm compromisso de dizer a verdade - no caso Gálatas poderiam prejudicá-los.
''Por uma questão ética não posso revelar a argumentação utilizada'', disse o advogado de Barbosa, Luiz Carlos Mendes. ''Não vejo a necessidade de insistir em ouvir o prefeito como testemunha'', afirmou o advogado de Canguçu, Rodrigo Darini. Já o Ministério Público ainda não desistiu de ouvir Ana Laura. ''Estamos aguardando o pronunciamento do Tribunal de Justiça'', afirmou o promotor Cláudio Esteves, referindo-se ao julgamento do mérito do habeas corpus obtido pela primeira-dama.
Barbosa não foi ouvido, mas o atual procurador, Paulo Tiene (que sucedeu Canguçu), e o secretário de Fazenda, Luiz Nicácio, também arrolados por Canguçu, prestaram depoimento. À imprensa, eles não revelaram o conteúdo da declarações. Nicácio sequer parou para conversar com os jornalistas. Tiene disse que pouco pôde acrescentar já que até não emitiu qualquer parecer relacionado aos pagamentos para os Institutos Gálatas e Atlântico, entidades contratadas em dezembro do ano passado para prestar serviços de saúde.
Além de Canguçu, outras 14 pessoas foram acusadas de fraudes para desviar recursos públicos através do convênio com o Gálatas. A próxima audiência será em 14 de setembro.

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