O prefeito de Figueira (120 km ao sul de Jacarezinho), Jaime Higino dos Santos (PSL), é acusado de atirar contra o vereador Lozer Proença (PSDB). O suposto atentado ocorreu no sábado à tarde, em frente ao destacamento da Polícia Militar (PM). O pai do prefeito, Onofre Higino, e seu irmão, o vereador Sidnei Higino dos Santos (PSL), também teriam participado. Lozer foi atingido no peito, mas seu estado de saúde não é grave.
Lozer disse ontem que o atentado foi motivado por denúncias de nepotismo feitas na sessão legislativa do dia 19. Ele afirmou que pelo menos oito parentes de Higino trabalham na prefeitura. O irmão do prefeito teria ficado irritado com as denúncias e no dia seguinte ameaçou Lozer de morte.
‘‘No sábado fui num bairro vizinho e tive que passar em frente à casa do prefeito. Na volta, o cumprimentei e acho que ele pensou que foi ofensa’’, relatou Lozer. ‘‘Ele, o pai e o irmão pegaram o carro e saíram atrás de mim.’’ Ele acrescentou que seguiu até a PM e antes que um policial desarmasse o prefeito, ele atirou.
O vereador disse ainda que foi atendido em Curiúva, onde também foi aberto inquérito policial. E afirmou que pretende ir à próxima sessão da Câmara, no dia 5, com colete à prova de balas.
O prefeito afirmou que o disparo foi feito pelo seu pai. Na sua versão, Lozer passou três vezes em frente à sua casa e apontou uma arma contra sua família. Ele disse que quando estava no posto da PM registrando queixa, Lozer chegou com quatro pessoas e exigiu que o prefeito, o irmão e o pai fossem revistados. ‘‘Ele (Lozer) deu um murro no peito e um chute no joelho do meu pai, que atirou para se defender.’’
Higino disse ainda que vem recebendo ameaças desde a campanha política. ‘‘Na minha posse tive que ser escoltado porque fui ameaçado de morte.’’ E ressaltou que o único parente que está em cargo comissionado é a esposa, que já era funcionária municipal.

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