Rio - Sob o impacto do restabelecimento da verticalização das alianças, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), anunciou ontem que o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), não será candidato a presidente nem a nenhum outro cargo em 2006, mas disse que o partido se dispõe a um ''sacrifício''. A idéia seria lançar outro concorrente à Presidência, mesmo com chances reduzidas, só para forçar a realização do segundo turno. O pré-candidato tucano a presidente, governador Geraldo Alckmin (PSDB) discutirá hoje a proposta com Maia.
A possibilidade de a eleição ser decidida no primeiro turno cresceu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu restabelecer a verticalização. Por ela, as alianças nas eleições estaduais não podem contrariar as coligações formadas para disputar a Presidência da República. Isso desestimula o lançamento de candidatos a presidente, porque limita as coligações dos candidatos a governador.

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