O prefeito de Campo Grande (MS), André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, disse ter sofrido um atentado anteontem à noite durante um comício na periferia da capital. A Secretaria Estadual de Segurança Pública descartou a hipótese de atentado e afirmou que o incidente ocorreu devido a uma briga de gangues. A Polícia, porém, que anunciou já ter identificado os envolvidos, não havia prendido ninguém até o fim da tarde de ontem.
O incidente ocorreu por volta das 21h30, no Conjunto Habitacional Iracy Coelho. Dois tiros foram disparados contra o palanque em que o prefeito discursava, e um deles teria acertado de raspão a barriga de Sidnei Nunes de Oliveira, que trabalhava no caminhão de som do candidato. O outro disparo atingiu a carroceria do veículo, que estava estacionado a cerca de 5 metros do palanque. Puccinelli, que não se feriu, continuou discursando.
Por conta desse episódio, o prefeito, que disputa a reeleição pela Coligação Mais Amor, Trabalho e Fé, suspendeu provisoriamente todas as suas atividades políticas, incluindo os comícios. O advogado do prefeito, Paulo Tadeu Haendchen, entrou com uma representação na Justiça Eleitoral pedindo a presença de força federal durante a campanha.
O prefeito não acusou seus opositores políticos pelo episódio, mas disse que ‘‘sofre constantes provocações de militantes do Partido dos Trabalhadores’’. Uma hora antes do incidente, Puccinelli se envolveu numa discussão com militantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, entidade que apóia o PT, cujo candidato à prefeitura é o deputado federal Ben Hur Ferreira.
O caso foi parar na Polícia Civil. De acordo com o boletim de ocorrência, os cerca de oito seguranças do prefeito espancaram 12 militantes do movimento dos sem-teto. A briga teria ocorrido porque eles teriam tentado evitar a prisão de um dos sem-teto.

mockup