O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB), divulgou nota no final de semana confirmando que vai vetar a proposta de aumento salarial para prefeito, vice-prefeito e vereadores da cidade, caso o projeto seja aprovado pela Câmara de Vereadores. A votação do projeto está marcada para hoje, a partir das 8 horas, durante sessão extraordinária. A proposta prevê um reajuste de 58,29% para os vereadores, 73,16% para o prefeito e 1.733% para o vice-prefeito.
‘‘Estamos em permanente estado de contenção de despesas’’, explica Tezelli. Na sexta-feira, o prefeito chegou a reunir os vereadores que formam a bancada de situação para dizer que é contra o aumento e espera que ele não seja aprovado. Dos 15 vereadores de Campo Mourão, oito já se manifestaram favoráveis ao aumento. Desses oito, cinco fazem parte da bancada que dá sustentação a Tezelli. Três deles chegam a ser autores do projeto que pede o reajuste.
O prefeito lembra que desde junho a prefeitura vem perdendo R$ 130 mil por mês com a queda de 30% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que os cortes de despesas são necessários não só para manter a folha de pagamento em dia, mas também para garantir a contrapartida do município em obras já conveniadas. ‘‘Também não concedemos reposição salarial aos servidores por falta de condições financeiras’’, ressalta.
Os funcionários da prefeitura estão sem reajuste há dois anos. Este ano, eles pediram 12,69% de aumento para compensar as perdas, mas a prefeitura disse que só poderia oferecer 4,5% e a proposta foi recusada. Para os vereadores, a proposta é bem maior e prevê que os salários saltem dos atuais R$ 1,59 mil para R$ 2,52 mil. Para o prefeito, o aumento eleva os R$ 4,62 mil para R$ 8 mil e o do vice-prefeito de R$ 1,38 mil para R$ 2,52 mil.
O projeto que prevê os reajustes foi apresentado pelos vereadores Edevaldo Louzano (PTB), João Alves (PMDB), Janir Luiz Barbosa, o ‘‘Branco’’ (PFL), e Júlio Vieira dos Santos (PDT). Eles alegam que o salário de vereador é baixo e querem um ordenado igual ao dos secretários municipais. Segundo eles, a Constituição permite que a Câmara gaste até 5% da receita municipal com o pagamento de salário para vereador. Se ele limite fosse usado, cada um poderia receber até R$ 5 mil mensais.

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