Prefeito diz que pensa no futuro ao criar 81 cargos
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terça-feira, 19 de julho de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Logo após assumir o posto ocupado oito anos pelo petebista José do Carmo, no início do ano, o prefeito de Cambé (13 km a oeste de Londrina), Adelino Margonar (PMDB), afirmou que o desafio para este ano seria administrar a cidade de 100 mil habitantes ''empresarialmente, como a mulher administra a casa''. No dia em que a Câmara aprovou em último turno a criação de 81 cargos comissionados na Prefeitura, ontem de manhã, Margonar explicou a relação da medida com a comparação feita por ele em janeiro: ''Estou pensando bem grande, lá na frente, para que quem assuma o comando no futuro não passe por esse vexame''.
Além do projeto sobre os comissionados, a Câmara aprovou também o projeto que reduz de 70% para 55% a participação de funcionários de carreira em cargos de confiança, a regulamentação da nova estrutura funcional, o reajuste de 7% nos subdsídios mensais dos comissionados e a redução das licenças de servidores de três anos para um.
O presidente do Legislativo, vereador Osmarino Manzoni (PSDB), afirmou ter votado a favor das matérias ''com tranquilidade'', em um balanço final ''bastante positivo'' do processo. ''Cambé tem essa demanda por mais funcionários, isso qualquer um vê'', justificou. O tucano admitiu que não houve uma análise sobre a necessidade de se abrir as vagas para comissionados. ''Não nos apresentaram esse estudo, mas não preciso dele. A situação está a olhos nus'', resumiu. Questionado se a redução da participação dos funcionários de carreira nos postos de confiança não é impopular, Manzoni negou. ''É apenas o interesse político aliado à proposta de governabilidade defendida pelo prefeito'', ponderou.
Margonar garantiu que ''somente 20 comissionados, no máximo'', serão nomeados este ano - a maior parte da chamada reestruração, defende, deve ser feita com a promoção de pessoal existente no quadro atual. O peemedebista não explicou como foi feito, exatamente, o cálculo encaminhado à apreciação da Câmara, mas ressalvou que houve conversas anteriores com os parlamentares.


