O prefeito de Ivaiporã, Pedro Papin, recebeu muitas críticas por ter dado emprego a um número excessivo de parentes, já no início de seu mandato. Ontem, ele garantiu que contratou apenas cinco parentes próximos, que considera plenamente capacitados para as funções que estão exercendo. ‘‘O excesso neste caso é da oposição’’, frisou.
Papin teria empregado mais de dez parentes e até um futuro genro. Foram citados como novos funcionários públicos de Ivaiporã a mulher do prefeito, Silvia Papin (APMI), a filha dele, Cristiane (Departamento de Finanças), o irmão Izalécio (responsável pela rodoviária) e três sobrinhas, Sandra (Departamento de Educação), Fabiane (farmácia municipal) e Silvia (Casa de Vivência do Menor).
Em entrevista à Folha, Papin justificou que nomeou pessoas da sua estrita confiança em setores onde foram detectadas falcatruas praticadas nas administrações anteriores. ‘‘Preciso garantir de que não irão acontecer os vazamentos ocorridos nas gestões anteriores’’, reiterou.
O prefeito ressaltou que no início, foram relacionados 25 parentes nomeados. ‘‘Na verdade, são apenas cinco, além de minha esposa que é a primeira-dama e coordena as ações sociais, uma coisa comum em todo lugar’’, argumentou. Ele fisou que ‘‘não existe nada de ilegal’’.
Papin comentou ainda que uma lei antinepotismo foi derrubada recentemente na Câmara Federal e que em todas esferas de governo é normal aproveitar pessoas de confiança para atuar junto a detentores de mandatos tanto no Executivo como no Legislativo. ‘‘A exemplo de outros prefeitos, de governadores e da União, em alguns cargos estratégicos, preferi trabalhar ao lado de pessoas nas quais eu confio.’’ (M.B.)

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