Prefeito diz não se lembrar de contrato da guarda
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quinta-feira, 04 de agosto de 2011
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
O prefeito Barbosa Neto (PDT) disse ontem, durante coletiva semanal, não se lembrar por que assinou o contrato com a Delmondes & Dias Ltda. (empresa do Mato Grosso do Sul contratada para ministrar o curso de formação dos guardas municipais) 50 dias após o início das aulas. ''Eu não posso lembrar - quem assina 200 documentos por dia não pode lembrar esses detalhes'', declarou. ''O secretário de Gestão Pública (Marco Cito) está à disposição para qualquer tipo de esclarecimento'', afirmou.
Suposta fraude neste contrato é objeto de ação civil pública, impetrada na quarta-feira pelo Ministério Público, em que Barbosa, o então secretário de Governo, Marco Cito; o ex-secretário de Defesa Social Benjamin Zanlorenci; o técnico-administrativo Wagner Trindade; o proprietário da Delmondes, Cleiton Severino Dias; e a empresa são acusados de improbidade administrativa.
Segundo investigações, em 12 de abril do ano passado, o prefeito participou da aula inaugural do curso de formação da Guarda Municipal (que começou em 5 de abril), mas somente em 21 de maio assinaria o contrato e, três dias depois, a ordem de serviço, quando efetivamente a empresa estava autorizada a começar a executar o serviço. Durante as investigações da Promotoria de Defesa do Patrimônio, o prefeito usou o seu direito de permanecer calado.
Durante a entrevista, o prefeito disse ainda que tomou todas as providências cabíveis e que isso o exime de qualquer responsabilidade. ''Acho que há um preciosismo do Ministério Público no sentido de nos responsabilizar. A participação do prefeito não existe'', comentou.
Entre as providências citadas por Barbosa, estão o pedido de abertura de sindicância na Corregedoria e na Controladoria, multa à empresa e sua inscrição como inidônea, exoneração de Benjamin Zanlorenci e de pessoas que ocupavam cargos comissionados na Secretaria de Defesa Social. ''Encaminhei os resultados da sindicância interna ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público em 27 de novembro. Há um lapso de tempo grande do MP.''
Questionado sobre a razão de ter exonerado Zanlorenci e não Marco Cito, já que dois relatórios feitos por uma Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal, além da ação civil pública, apontam a responsabilidade do ex-secretário de Gestão Pública, o prefeito isentou Cito. ''Eu não vejo nenhuma participação do secretário Marco Cito.''


