Prefeito diz estar tranquilo
Agência Estado
De São Paulo
O prefeito Celso Pitta disse ontem à tarde que está tranquilo e acredita que a criação da Comissão Processante não será aprovada em plenário, onde a oposição terá que conseguir 33 votos entre os 55 vereadores. Ele concedeu uma entrevista coletiva no final da tarde, no Palácio das Indústrias, para comentar a decisão da Comissão Especial da Câmara que aprovou o pedido de abertura de processo de impeachment contra ele.
Um dos primeiros passos da estratégia de Pitta, para se defender na segunda etapa da batalha do impeachment, será a distribuição a todos os vereadores de cópias do parecer apresentado pelo vereador Brasil Vita (PPB) na Comissão Especial, com posição contrária à abertura do processo de impeachment. Segundo Pitta, o relatório de Vita é bem mais consistente que a argumentação reunida pela oposição.
Pitta disse que o vereador Natalício Bezerra (PTB), voto decisivo para que a oposição aprovasse o encaminhamento do pedido de impeachment ao plenário, esteve ontem cedo em seu gabinete para explicar que votaria a favor do impedimento porque tanto sua bancada partidária, como sua categoria profissional, a dos taxistas, exigiam essa posição. Acho que Bezerra foi muito gentil em ter vindo aqui para explicar o seu voto, comentou o prefeito, descartando a possibilidade de tomar medidas de retaliação contra Bezerra.
O prefeito disse ainda que a série de denúncias envolvendo a sua administração e a gestão do seu antecessor, Paulo Maluf, durante a qual ele era o secretário de Finanças, fazem parte de um rolo compressor e armação política para tentar manter no governo o PSDB e partidos de esquerda. Pitta fez este comentário ao ser indagado sobre as última denúncias envolvendo o prefeito Paulo Maluf, que teria recebido propinas geradas por uma esquema de superfaturamento de obras municipais, juntamente com o então secretário de Vias Públicas, Reynaldo de Barros.
Pitta acrescentou que o rolo compressor tucano está se revelando um tiro na culatra. O Alckmin não saiu do chão, afirmou, referindo-se à candidatura do vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.





