Prefeito derrotado renuncia e padre assume no Noroeste
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
O prefeito de Engenheiro Beltrão (região de Campo Mourão), José Dal Pont (PFL), renunciou o mandato. A renúncia foi anunciada anteontem com a posse do vice-prefeito Antônio Pereira dos Santos (PSDB), que é padre da paróquia do distrito de Ivailândia. Dal Pont, que não conseguiu a reeleição ao ser derrotado por Euclides Saqueti (PPS), alegou problemas particulares para deixar a prefeitura. Ontem ele passou o dia na fazenda dele, onde não há telefone.
O novo prefeito, padre Antônio Pereira dos Santos, disse ontem à Folha que, além dos problemas particulares, Dal Pont tinha um compromisso antigo com ele de deixá-lo na administração no final do atual mandato. Santos era secretário municipal da Saúde e não disputou a reeleição como vice-prefeito. Em janeiro, ele deverá assumir como secretário da mesma área em Mariluz, onde o prefeito eleito é o padre Adelino Gonçalves (PMDB).
Havia um acordo para que eu assumisse, disse o Santos. Mesmo que Dal Pont tivesse sido reeleito, ele iria pedir licença neste final de ano. O padre-prefeito negou que Dal Pont tenha renunciado por causa de dívidas deixadas na prefeitura, conforme dizem boatos pela cidade. A administração foi muito responsável nestes quatro anos e a prefeitura está enquadrada dentro da Lei de Responsabilidades Fiscais, ressaltou.
Santos disse que até onde sabe, a prefeitura não terá problemas para pagar todas as suas dívidas até o final do ano. Vamos deixar a casa em ordem para o próximo prefeito. O novo prefeito disse que não vai contrair novas despesas neste final de ano e que vai dar uma segurada nos setores que não são considerados essenciais. Segundo ele, Dal Pont está cansado mas, mesmo assim, ficou de lhe ajudar com orientações caso haja necessidade.
O prefeito eleito de Engenheiro Beltrão, Euclides Saqueti, disse ontem que não tem nenhum conhecimento sobre os motivos da renúnica. Acho que ele não aguentou a pressão, arriscou. O povo nas ruas está revoltado, completou. Saqueti disse também não conhece ainda a situação financeira da prefeitura. Eles têm um compromisso com o povo até 31 de dezembro. A partir de 1º de janeiro é outra vida para o município, frisou.


