O prefeito de Ivaiporã, Célio Pereira (PMDB), que assumiu a prefeitura nesta semana após a Câmara de Veradores cassar o mandato de Pedro Wilson Papin (PSDB), disse estar enfrentando dificuldades para administrar o município. ''Muitos funcionários estão com medo de retaliações caso o prefeito volte porque ele sempre foi perseguidor e ameaçador'', declarou Pereira. Ele citou que há casos de pessoas apresentando atestados médicos, faltando ao emprego ou simplesmente pedindo demissão.
O atual prefeito denunciou ainda que há servidores sendo pressionados para não colaborar com a Prefeitura. Pereira acrescentou que os fornecedores também estão receosos. ''Eles não querem entregar as mercadorias com medo de que o ex-prefeito volte e não pague por elas'', disse. O prefeito apontou que já fez algumas mudanças no primeiro escalão, como a substituição da tesoureira, mas que somente na próxima semana irá divulgar os novos nomes. Ele contabilizou que assumiu a administração com 775 funcionários, sendo 354 cargos comissionados. ''Já cortei 40 de imediato e agora vou ter que estudar para diminuir mais'', afirmou.
A pedido do juiz da Vara Cível de Ivaiporã, Paulo César Roldão, os vereadores entregaram ontem a minuta da ata da sessão de julgamento que cassou Pedro Papin para seu advogado, Alikan Zanotti, que tinha entrado com ação cautelar exibitória de documentos. A ata ainda não foi aprovada porque a sessão do dia 10 de maio não ocorreu por falta de quórum.
Papin foi cassado após os vereadores analisarem o relatório elaborado pela Comissão Processante que investigou supostas infrações político-administrativas na execução da obra asfáltica na Fazenda Alto-Porã, de propriedade do ex-prefeito. Ele teria utilizado funcionários e máquinas da Prefeitura irregularmente para asfaltar parte de sua fazenda.
A Folha tentou contato com Papin e com o advogado dele mas ambos não quiseram se manifestar. Zanotti estaria analisando a ata para depois tomar as medidas jurídicas cabíveis.

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