A Câmara de Vereadores de Uraí (Região Metropolitana de Londrina) decidia, na noite de ontem, se afastaria o prefeito Almir Fernandes de Oliveira (PPS), caso acatassem duas denúncias com pedidos de Comissões Processantes (CP) protocolados entre sexta e segunda-feira passadas. Até o fechamento da edição, as votações não haviam sido concluídas.
No dia 17 de janeiro, o ex-presidente do Legislativo Altair Murilho (PTB), desafeto político de Oliveira, protocolou denúncia de suposta improbidade administrativa por ultrapassar os gastos com pessoal permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Pela legislação, o comprometimento máximo do orçamento com folha de pagamento é de 54%.
De acordo com a denúncia, Oliveira teria ultrapassado esse percentual concomitantemente, desde o primeiro quadrimestre de 2012 (com 57,32% de comprometimento), chegando a 63,07% no segundo quadrimestre de 2013.
A segunda denúncia foi feita pelo chefe do Departamento de Licitação da prefeitura, João Carlos Leite. O servidor comissionado (livre nomeação do prefeito) acusa Oliveira de ter pedido "emprestada" a conta corrente do denunciante para o depósito de R$ 1,5 mil dos cofres públicos, no dia 18 de dezembro passado. No dia seguinte, o valor teria sido entregue por ele a Oliveira.
Segundo a denúncia, o valor teria sido depositado sob a rubrica de adiantamento, mas o valor não consta nos holerites. Para Leite, o prefeito desviou os valores.
Oliveira foi procurado por telefone anteontem e ontem, mas não atendeu o celular e nem respondeu ao recado deixado na caixa postal.
Ele já responde a outras duas CPs, aprovadas em novembro do ano passado. Uma das investigações apura repasses no valor de R$ 700 mil para a Associação Maternidade e Infância. A segunda refere-se aos ganhos da ex-secretária de Educação Rosana Rodrigues da Silva Reghin. De acordo com a denúncia, ela teria acumulado, por um ano, os salários de secretária e de professora.

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