Prefeito de Ubiratã responde a ação do MP e a 4 comissões
Prefeito de Ubiratã responde a ação do MP e a 4 comissões Sid Sauer De Campo Mourão Dos 25 prefeitos da microrregião de Campo Mourão, nenhum tem recebido tantas denúncias como o prefeito de Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão), Tomaz Izidro de Lima (PTB). Desde o ano passado, ele é alvo de uma ação civil pública apresentada pela promotora Fernanda Nagl Garcez e responde a quatro comissões parlamentares de inquéritos (CPIs) abertas pela Câmara de Vereadores. Pelo Ministério Público, Lima é acusado de improbidade administrativa, desvio de verba pública e enriquecimento ilícito. A ação do MP diz, por exemplo, que a prefeitura desviou R$ 10,8 mil que deveriam ter sido pagos a uma empresa de pesquisas para contas particulares do prefeito e do filho dele, o chefe de gabinete Ademir Tomaz de Lima, além de outras pessoas. O MP conseguiu comprovar o desvio com a quebra do sigilo bancário dos acusados. Na Câmara, Lima é suspeito de gastos irregulares com telefone, publicidade, empresa de pesquisas e na compra de ônibus. As CPIs, no entanto, andam devagar e os vereadores se queixam que a prefeitura só libera os documentos pedidos através de mandados judiciais. A prefeitura nega as acusações e diz que a oposição aproveita o fato de ser maioria na Câmara para tentar desestabilizar a administração. Lima é prefeito de Ubiratã pela terceira vez. Em Campo Mourão, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) também virou alvo de uma ação civil proposta pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná. O sindicato acusa a prefeitura de ter fraudado a licitação para melhorar a iluminação ao redor de 21 escolas. De acordo com a ação, as três empresas que participaram da carta-convite, na prática, são uma única firma. Além disso, a ação diz que a prefeitura pagou R$ 148 mil pelo serviço que poderia ser feito por R$ 65 mil. Em resposta à ação, Tezelli mandou dizer que suas contas estão à disposição para a verificação da Justiça e negou que tenha havido má-fé ou improbidade da prefeitura na licitação. No ano passado, o promotor Mauro Sérgio Rocha abriu inquérito civil público para investigar outro caso. Ele apura o desvio de R$ 143 mil da Fundação Cultural de Campo Mourão (Fundacam). O desvio foi descoberto pela própria prefeitura. O ex-diretor da Fundacam, Marcos Rodrigues dos Santos, assumiu a culpa, sozinho, pelo rombo.





