Prefeito de Rolândia sanciona reajuste salarial de secretários
Mudança de R$ 6,3 mil para R$ 9,4 mil passou pelo aval da Câmara de Vereadores em votação apertada antes do recesso parlamentar.
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de dezembro de 2019
Mudança de R$ 6,3 mil para R$ 9,4 mil passou pelo aval da Câmara de Vereadores em votação apertada antes do recesso parlamentar.
Guilherme Marconi - Grupo Folha 

O prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto, o doutor Francisconi sancionou na última sexta-feira (27) a lei que reajusta o salário dos secretários municipais. A mudança de R$ 6,3 mil para R$ 9,4 mil passou pelo crivo dos vereadores em votação apertada antes do recesso parlamentar. Foram quatro votos contra três e o presidente da Casa, Alex Santana não votou.
Doutor Francisconi informou que o reajuste se refere à correção monetária dos salários do secretário e não se trata de medida política, mas sim técnica, segundo ele. "A gente até entende por estar nas vésperas da eleições, mas a realidade dos fatos é que nosso gasto com comissionados diminuiu".
Ele justifica que haveria uma distorção no município com assessores de segundo escalão com remuneração maior que o próprio secretariado municipal. "É uma notícia que tem que ser lida de outra maneira. Não é um aumento, mas uma correção. Havia uma lei que foi revogada em 2017 que deixou salários congelados. O salário do CC2 ultrapassava o do CC1, que são os secretários".
O prefeito justificou ainda que o valor dos salários está dentro da média dos salários de secretários municipais da Região Metropolitana de Londrina. Ele também pontua que no mesmo projeto de lei aprovado pela Câmara também foram extintos 44 cargos comissionados de assessores, o que minimizou o impacto do aumento do secretários. "Tínhamos oito níveis de cargos comissionas e ainda reduzimos duas secretarias."
O município de Rolândia ficou por um longo período na zona limítrofe da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com comprometimento com folha de pagamento dos servidores municipais. O percentual atual de gasto com pessoal está em 51,16%, um pouco abaixo do limite prudencial preconizado que é de 54%. "Foi um longo esforço reduzir esses seis pontos e adotamos medidas para melhorar essa questão. Além disso, fizemos a elevação dos servidores a partir de janeiro. Mas não vamos aumentar esse patamar. Em conjunto estamos adotando medidas para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas públicas."


