Prefeito de Rolândia escapa de cassação
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Por cinco votos a quatro, o prefeito de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Johnny Lehmann (PTB), escapou ontem da cassação por supostas irregularidades no convênio firmado com o Hospital São Rafael. Seriam necessários sete votos (maioria absoluta do Legislativo) para afastar Lehmann do cargo.
Votaram pela procedência das denúncias João Ardigo (PSB), Odir Polaco (PTB), José de Paula (PSD), Maico Dida (PT) e Reginaldo Silva (PP). Optaram pela improcedência, além de Alex Santana (Pros) e Waldemar Moraes (PMDB), a presidente do Legislativo, Sabine Giesen (PMDB), e Rodrigo Leocardio Jorge (PP).
O vereador Enéias Galvão (PSDB) foi o único ausente à sessão, devido a um problema de saúde que não foi divulgado. Entretanto, o diretório municipal tucano havia decidido, na noite anterior, se posicionar pela cassação. A diretoria vai avaliar se houve manobra para "fugir" do voto, o que pode resultar em punição.
Lehmann foi investigado por uma Comissão Processante (CP) instaurada em novembro, após relatório de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) indicar suposta contratação de mão de obra para o setor da saúde de Rolândia sem a realização de concurso público, por meio do convênio com o hospital.
Além disso, os pagamentos, de acordo com depoimentos constantes no relatório da CEI, eram feitos pelo Departamento de Recursos Humanos da prefeitura, mas o fato não foi reiterado pelos membros da CP.
O desacordo imperou dentro da própria comissão. Enquanto o relator Alex Santana e o membro Waldemar Moraes não viram irregularidades e opinaram pela absolvição, o presidente, José de Paula Martins (PSD), apresentou relatório em separado em que considera as irregularidades procedentes.
Os dois documentos foram lidos em sessão extraordinária na tarde de ontem, diante de um auditório repleto de apoiadores e opositores de Lehmann. Após a leitura, houve espaço para a manifestação de vereadores e, por volta das 16 horas, o advogado do prefeito, Guilherme Gonçalves, iniciou a defesa oral de Lehmann.
Após o resultado, Martins disse que foi "bastante penalizado" por ser oposição. Ele também reclamou de "sabotagem" por parte da Mesa Diretora, que não contratou um advogado para auxiliar no andamento da CP.
A presidente Sabine afirmou que não havia recursos disponíveis para a contratação porque foram gastos com um profissional para acompanhar a CEI. Além disso, ela lembrou que o Legislativo tem uma procuradora jurídica e um advogado de carreira.
Já o relator disse que foi contra a cassação porque a CP não produziu provas de que houve dolo no convênio firmado com o hospital ou irregularidades nos contratos. "Faltou anexar testemunhas e contratos desses convênios. Houve falhas na denúncia", opinou.


