Prefeito de Rio Branco do Sul pode ser cassado
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Os nove vereadores de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), decidem hoje se vão cassar o mandato do prefeito da cidade, Amauri Johnson (PSC), que teria fraudado procedimentos licitatórios. O relatório final da Comissão Processante da Casa, aberta no final de março, começou a ser lido ontem, às 9 horas. O relatório tem 975 páginas e deve ser lido integralmente. Só após a leitura, que deve terminar hoje, os vereadores votam o teor do relatório. O diretor-geral da Casa, Pedro Aparício, informou que a leitura seguiria durante toda a noite - entre ontem e hoje - com intervalos curtos.
O Ministério Público (MP) já entrou com duas denúncias contra Amauri Johnson no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Uma das denúncias foi aceita no último dia 23 e se refere a supostas irregularidades no serviço de transporte escolar do município. Outra denúncia, que ainda não foi analisada pelo TJ, se refere a suposta fraude na licitação para a contratação da empresa responsável pela limpeza pública - alvo da Comissão Processante.
Ontem, o prefeito ainda tentou suspender a sessão na Casa, através de um mandado de segurança, mas o juiz da Vara Cível de Rio Branco do Sul, Leo Henrique Araújo, não deu provimento ao pedido.
Amauri Johnson não foi o mais votado nas últimas eleições municipais, mas acabou assumindo a administração local, em março de 2005, depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu pela cassação do prefeito eleito, Pedro Portes de Barros, por compra de votos nas eleições de 2004. Amauri Johnson pertencia ao PPS antes de se filiar ao PSC.
Para que o prefeito seja cassado, são necessários no mínimo seis votos. Johnson não foi encontrado ontem pela reportagem.


