Curitiba A Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, afastou, por unanimidade, ontem, do cargo o prefeito Bento Chimelli (PSC). Ele está com prisão preventiva decretada e se encontra foragido da Justiça. No lugar dele, já está respondendo a vice-prefeita Joana Faria Elias (PSC). O afastamento seria por 90 dias, mas caso o prefeito não se apresentasse ontem, até às meia-noite, o mandato seria considerado extinto pelos nove vereadores. A Lei Orgânica do município estipula que se o prefeito se ausentar por mais de dez dias, sem autorização da Câmara, o mandato será extinto. Os dez dias venceriam ontem.
''Se ele não se reapresentar, a vice-prefeita assume em definitivo'', afirmou o presidente da Câmara, Darci Ribeiro de Cristo (PPB), que fazia parte da base de sustentação do prefeito. Os vereadores, também por decisão unânime, formaram uma Comissão Processante contra Chimelli.
A comissão irá analisar, entre outras acusações, o uso de funcionários da prefeitura nas empresas de Chimelli, para trabalhos particulares; a transferência da sede e funcionários da Secretaria dos Transportes para uma das empresas de Chimelli; a perseguição e corte nos salários dos funcionários que se recusavam a cumprir as ordens dele.
Um pedido de habeas corpus em favor do prefeito foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, no final de semana. O advogado de Chimelli, Claudio Dalledone Junior, pediu, na sexta-feira, afastamento do caso alegando ''questões de foro íntimo''.
O pedido de prisão foi feito no dia 14, pelo Ministério Público, que também expediu autorizações para buscas e apreensões nas propriedades do prefeito afastado. Nestas ações, comandadas pela polícia, foram encontradas 18 armas, entre pistolas, rifles e uma submetralhadora de venda proibida no Brasil.

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