''Decepção'' e ''desencanto''. Estes foram os termos utilizados pelo ex-prefeito de Rancho Alegre (60 km a oeste de Cornélio Procópio), Antonio Pinesso (PSL), para justificar o seu afastamento da chefia do Executivo municipal, a nove meses do término do mandato. Pinesso transmitiu o cargo para o vice-prefeito, Celso Campos, no dia 30.
Apesar de na ata de transmissão do cargo constar que o afastamento de Pinesso seria para ''tratamento de saúde'' por tempo indeterminado, o ex-prefeito garantiu que não está doente e que não voltará mais para o cargo. ''Na verdade não volto mais para o cargo. É definitivo. Coloquei para Câmara que era para tratamento de saúde porque a população poderia não entender a renúncia. Mas estou muito desapontado e resolvi deixar a prefeitura'', confessou.
Pinesso, que cumpria seu quarto mandato, disse que estava ''desestimulado'' a continuar no cargo. ''Além de muitos débitos de outras administrações, precatórios do INSS, Fundo de Garantia, que comprometem toda a arrecadação, foi assinado no governo Jaime Lerner mais de R$ 600 mil em emendas. Parte dessas emendas o Lerner pagou e a outra parte foi cancelada pelo Roberto Requião. Firmamos um compromisso com a comunidade e depois não pudemos cumprir'', justificou o ex-prefeito. ''Tinha condições de continuar (na prefeitura), que ficou saneada, mas desencanta, desestimula. O governo estadual não ajuda, o federal não ajuda, então achei melhor deixar o mandato. A minha intenção é não concorrer mais nas eleições, encerrar por aqui minha carreira política'', concluiu.
A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Sérgio Franco, mas ele não foi localizado.

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