O prefeito de Irati (135 km ao norte de União da Vitória), Toti Colaço (PSDB), anunciou a redução de 10 para 7 secretarias como forma de reduzir despesas. Segundo ele, na gestão anterior havia 10 pastas, três assessorias especiais e chefia de gabinete, todas com status de secretaria.
As mudanças ocorreram com a implantação da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável, que absorve Indústria e Comércio e Assessoria de Planejamento e Secretaria Municipal de Agricultura que abrange também o Meio Ambiente e Abastecimento.
Uma outra mudança ocorreu na Secretaria Municipal de Educação que inclui agora as coordenadorias de esportes e cultura. Ele criou coordenadorias com o objetivo de torná-las mais interativas com a comunidade. ‘‘Essa é uma forma moderna de gerenciar e administrar o município. Por isso estamos colocando em alguns cargos de chefia, servidores públicos municipais, como forma de valorizá-los. Acredito que a redução de secretarias resultará em economia e dinamização dos serviços’’, diz.
O prefeito anunciou ainda que os funcionários deslocados a outras secretarias retornarão ao setor original. Segundo ele, a medida tem o objetivo de facilitar o controle dos servidores. ‘‘O que observamos é que há funcionário deslocado da sua função e para que possamos colocar a casa em ordem, a Assessoria Jurídica já elaborou uma portaria interna para que todos voltem aos seus cargos anteriores’’ explicou.
Apesar do orçamento previsto para este ano ser de R$ 16,6 milhões, o prefeito inicia seu mandato buscando contornar o problema da escassez de recursos. Dos R$ 790 mil em caixa, deixados pela gestão anterior, R$ 702 mil já estão comprometidos. Do total, R$ 454 mil são para o Fundo de Previdência; R$ 185 mil para o Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundefef) e Educação; R$ 47 mil para o Fundo de Aval (Pronaf); R$ 20 mil de INSS; R$ 20 mil para o Combate à Dengue; R$ 10 mil destinadas ao Aterro Sanitário (lixo); R$ 2 mil para pavimentação (Petrobrás); R$ 2 mil para o programa de ovinos; R$ 2 mil para a Farmácia Básica, além do funcionalismo.
Ele diz que o pagamento da folha, além de pendências com fornecedores passam a ser prioridade neste início de mandato. As dívidas herdadas a curto prazo e que remetem ao pagamento de fornecedores e salário do funcionalismo totalizam R$ 702 mil e as de longo prazo, relacionadas a obras, pavimentação e outros contratos de grande porte, chegam a R$ 3,8 milhões.

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