Prefeito de Goioerê faz reengenharia para contornar crise
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
O prefeito de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão), Vicente Okamoto (PSDB) vai demitir funcionários, desativar entidades, vender bens e promover um ajuste geral nas contas do município para evitar que ocorram novos atrasos no pagamento do funcionalismo. As medidas fazem parte do acordo firmado anteontem para dar fim a uma greve que se arrastava por 58 dias. O Sindicato dos Servidores também se comprometeu a apoiar as medidas de contenção.
Além de prefeitura e sindicato, o acordo foi assinado por 8 dos 13 vereadores da cidade. Numa das cláusulas do documento, os representantes da Câmara se comprometem a reduzir as despesas do Legislativo. O comprometimento inclui a diminuição dos salários dos vereadores, que são os mais bem pagos da região de Campo Mourão.
As reformas, chamadas de amplo processo de reengenharia administrativa-funcional, foram a saída que a prefeitura encontrou para contornar a crise. No ano passado, o então prefeito José Paulo Novaes (PDT) entregou a prefeitura com cinco folhas de pagamento em atraso. Okamoto assumiu e, além de não conseguir quitar a dívida com os servidores, começou a atrasar o pagamento a partir de julho. Em setembro, começou a greve.
Ao contrário do que o Sindicato queria, o acordo que pôs fim à greve não prevê datas para o pagamento dos salários atrasados.


