Prefeito de Goioerê depõe no MP
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O prefeito de Goioerê (78 km de Campo Mourão), Beto Costa (DEM), foi interrogado ontem à tarde pela promotora Maria Sônia Freire Garcia em inquérito civil público que apura suspeita de utilização irregular de maquinários da prefeitura em sua propriedade rural. O procedimento foi instaurado no início do mês a partir de uma denúncia anônima que levou ao Ministério Público (MP) diversas fotografias mostrando o uso de um caminhão, de um trator e de uma pá carregadeira na fazenda do prefeito.
A promotora não quis entrar em detalhes da investigação, mas declarou que já ouviu o chefe do pátio de máquinas da prefeitura e os servidores públicos que atuavam na propriedade rural no momento do flagrante. ''Ainda estamos investigando e não posso afirmar se houve ilegalidade ou não. Se confirmada, configuraria ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.''
O inquérito civil tem poder para apurar apenas a suspeita de improbidade. Por gozar de foro privilegiado, a investigação sobre crime de responsabilidade terá que ser feita pela Procuradoria do Ministério Público, em Curitiba. A promotora local já oficiou a Procuradoria noticiando dos fatos. Além dos depoimentos, Maria Sônia solicitou ao cartório de registro de imóveis cópia da matrícula da propriedade do prefeito.
O prefeito conversou ontem com a FOLHA e alegou que desconhecia a utilização dos maquinários em sua fazenda. ''Eu empreitei uma obra para uma empresa particular e ela alugou da prefeitura. É normal, porque os equipamentos da prefeitura podem ser usados por qualquer fazendeiro mediante recolhimento de taxa'', afirmou. ''Não tenho nada a ver com isso, graças a Deus.'' Costa não soube informar o valor da taxa e disse que não considera irregular o uso terceirizado das máquinas do município.
A promotora Maria Sônia afirmou que vai apurar a legalidade do uso de bens públicos por particulares mediante recolhimento de taxa e já determinou uma auditoria na prefeitura para apurar o assunto. Além disso, ela pretende esclarecer se ''a taxa não foi recolhida posteriormente à denúncia'' que chegou ao MP.


