Prefeito de Foz recorre de cassação
O prefeito de Foz do Iguaçu e candidato a reeleição, Harry Daijó (PPB), deve protocolar hoje na 46ª Zona Eleitoral recurso contra a decisão do juiz eleitoral Valter Parzewski. O juiz cassou, anteontem, em primeira instância, a candidatura de Daijó e suspendeu seus direitos políticos pelos próximos três anos, por considerar que houve abuso de poder econômico em propagandas institucionais veiculadas pela prefeitura.
Ontem, Daijó afirmou existir uma nítida orquestração contra sua candidatura, da coligação Progresso e Cidadania. Lembrou que no dia da convenção do PPB foi divulgada a primeira condenção contra ele. No sábado passado, quando foi realizado o segundo debate entre os seis candidatos a prefeito de Foz, houve outra sentença. A decisão do juiz não é auto-aplicável. Isso significa que mantenho minha candidatura. Irei apresentar minha defesa amanhã (hoje) ou no máximo na terça-feira.
O despacho do juiz eleitoral acatou o parecer do Ministério Público, que denunciou a propaganda excessiva feitas em outdoors. O MP também questionou o patrocínio feito a um programa de televisão e um de rádio. Ambos divulgavam projetos, obras e ações da administração.
Segundo Parzewski, a propaganda tem propósito político eleitoral de beneficiar o prefeito o representando em promoção de sua candidatura à reeleição e que colocados em logradouros e espaços públicos e todos ostentando a conhecida florzinha e, símbolo já utilizado em sua campanha anterior e o que o torna por demais conhecido e inesquecível, assim fazendo como administrador público o desequilíbrio da igualdade de condições para todos os demais candidatos.
Em julho, Harry Daijó recebeu a primeira condenação ao ser considerado culpado por improbidade administrativa em ação movida pelo MP para investigar a compra de passagens áreas pela Prefeitura. A segunda condenação diz respeito às irregularidades nas autorizações de funcionamento das empresas funerárias de Foz. As duas sentenças determinam a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, perda do cargo e multa. Daijó já apresentou recursos nos dois casos.





