Prefeito de Foz do Iguaçu ganha tempo com férias forenses
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), condenado pelo juiz da 4ª Vara Cível a deixar o cargo por improbidade administrativa, acabou sendo beneficiado com o início das férias do Poder Judiciário. Com dois secretários, dois deputados e 11 vereadores, Daijó foi condenado um ano e meio depois de o MP apresentar denúncias contra os políticos e seus familiares, pelo uso de passagens aéreas compradas com dinheiro público. Para o promotor de Justiça e autor das denúncias, Luiz Francisco Barletta Marchioratto, a espera pelo fim das férias forenses serve para municiar ambas as partes com mais argumentos e provas. Temos outros dois processos tramitando nas Justiça relacionados ao mesmo caso. Eles também podem ser agilizados depois da sentença determinada pelo juiz, explicou Marchioratto.
As ações referem-se a outros integrantes das comitivas enviadas a Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, durante janeiro de 1997 e maio de 1998. Entre eles estão um ex-secretário, um juiz e sete dos nove filhos do prefeito. Daijó continua sem falar com a imprensa, mas o advogado Eliseu de Almeida Furquim já adiantou que vai recorrer.





