Fênix - O Ministério Público (MP) do Paraná apresentou denúncia por homicídio contra o prefeito de Fênix (Noroeste do Estado), Aristóteles Dias dos Santos Filho. Além disso, o procurador-geral, Milton Riquelme de Macedo, pede a prisão preventiva do prefeito que é suspeito de ter encomendado a morte do então prefeito do Município, Manoel Custódio Ramos, em fevereiro de 2006.
Conforme o MP, Ramos foi morto a tiros em frente de casa por Luiz Pereira de Souza Júnior, que já foi denunciado à Justiça. A namorada da vítima que o acompanhava presenciou o crime.
De acordo com a denúncia, Santos Filho era o vice-prefeito à época e teria planejado a ação criminosa junto com o chefe de almoxarifado da Prefeitura, Sidnei Aparecido Farias. O procurador ressaltou que com o prefeito ''fora do caminho, ambos poderiam assumir o Executivo Municipal, e de consequência, usufruir de todas as vantagens que o exercício do poder pudesse lhes oferecer''. Valdemes Macedo Lopes teria sido contatado por Farias para auxiliar na execução do homicídio e teria sugerido a contratação do cunhado dele, Souza Júnior, para atirar contra o prefeito. Todos eles, exceto o prefeito, respondem presos a uma ação penal que corre desde maio.
O procurador-geral de Justiça justificou que a decretação da prisão do atual prefeito seria necessária para o completo esclarecimento do caso para assegurar a aplicação da lei penal e porque o crime abalou a ordem pública no Município.
A FOLHA tentou falar por telefone ontem com o prefeito mas ele não foi localizado na Prefeitura.

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