Curitiba - O prefeito de Castro, Moacyr Fadel (PMDB), foi confirmado ontem como novo presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Encabeçando a chapa única ''Por um municipalismo forte'', o nome de Fadel foi aclamado em eleição realizada na sede da entidade, em Curitiba. Com mandato de dois anos, ele vai substituir o prefeito de Nova Olímpia, Luiz Sorvos. A posse de Fadel está marcada para a próxima segunda-feira, às 10 horas, no plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná.
A eleição tranquila de Fadel foi possível graças a um acordo com o prefeito de Carlópolis, Isaac Tavares da Silva (PMDB), que também pretendia candidatar-se à presidência da AMP. Mas, depois de negociações, Silva acabou aceitando ficar como primeiro vice-presidente. Além deles, outros sete prefeitos compõem o Conselho Diretor da entidade.
Moacyr Fadel afirma que sua prioridade será a recuperação da credibilidade da associação e dos municípios. ''Queremos trazer de volta a participação dos prefeitos e das associações que representam as microrregiões. Nossa idéia é elaborar uma pauta municipalista em benefício das pequenas cidades do Paraná'', disse. Para ele, é preciso uma revisão na distribuição dos recursos para que os municípios possam cumprir suas atribuições. ''Os municípios é que assumem a maior parte das responsabilidades, mas não são tratados como merecem.''
Apesar de ter recebido o apoio do governador Roberto Requião (PMDB) ao se candidatar à presidência da AMP, Fadel garante que a boa relação que mantém com o Palácio Iguaçu não vai fazer com que deixe de defender os interesses dos municípios em discussões com o governo do Estado. ''Temos um ótimo nível de diálogo com o governador Roberto Requião, mas não nos omitiremos na defesa dos municípios quando formos negociar questões de interesse das prefeituras com o governo'', disse. Além disso, prometeu tratar os municípios de forma igualitária, independente da filiação partidária dos prefeitos.
Uma das prioridades do novo presidente da AMP será a solução do problema do transporte escolar. Segundo a associação, as prefeituras gastaram cerca de R$ 90 milhões por ano para executar o serviço em 2006, mas recebem apenas R$ 33 milhões da secretaria estadual da Educação. Para este ano, a previsão é que o repasse aumente para R$ 40 milhões. ''Nós precisamos rever os critérios para o repasse dos recursos'', diz Fadel. Ele também quer montar uma equipe técnica na AMP para fornecer consultoria aos prefeitos em várias áreas, como tributária, saúde e educação.

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