Prefeito de Campo Mourão é denunciado por improbidade
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck (PMDB), e o procurador-geral do município, José Luiz Gurgel, podem ser condenados por improbidade administrativa por negócios supostamente irregulares feitos com a Loteadora Cometa. O Ministério Público (MP) do Paraná, via Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Campo Mourão, informou que entrou com uma ação de improbidade administrativa contra os dois, e também contra o empresário Zamir José Teixeira (um dos sócios da loteadora) e outras sete pessoas.
O MP pede o afastamento imediato de Gurgel, que, com o aval de Tureck, teria planejado um esquema para benefício próprio e de seus filhos. Se condenados, podem ter que ressarcir os cofres públicos, além de pagar multa e terem seus direitos políticos suspensos.
O MP afirma que a empresa foi responsável pelo loteamento, sem autorização, de um terreno com área total de cerca de 350 mil metros quadrados na Vila Guarujá. O terreno foi dividido em lotes, sendo que parte deles foram vendidos sem a devida infraestrutura. Para garantir a propriedade da terra, os compradores tiveram que ingressar posteriormente no Judiciário. A investigação apurou que os envolvidos, sob o pretexto de regularizar o loteamento, transferiram a responsabilidade pelas obras no bairro para a Prefeitura. Para concretizar a transferência, o prefeito e o procurador-geral tornaram a administração do município em ''sócio-cotista'' da loteadora.
Na sequência, a empresa deu imóveis, inclusive lotes que não mais lhe pertenciam, em troca da quitação de tributos municipais de outros terrenos que não ficavam na Vila Guarujá pertencentes a Zamir Teixeira. Oito dias após isentar os terrenos dos impostos, os filhos do procurador-geral teriam adquirido parte dos tais imóveis, por aproximadamente um terço do valor de mercado.
A Reportagem não conseguiu contato, ontem, com representantes da empresa. Já a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o prefeito e o procurador-geral ainda não foram oficialmente informados sobre a ação e que não se manifestariam antes de conhecer o inteiro teor dela.


