Prefeito de Cafezal do Sul emprega 18 parentes
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Cafezal do Sul O presidente do diretório municipal do PT em Cafezal do Sul (29 quilômetros a oeste de Umuarama), Adalberto Pereira Borges, acusa o prefeito José Mário Morim (PSDB) de nepotismo e afirma estar sendo perseguido por causa das denúncias. Segundo Borges, que é funcionário da Sanepar, Morim tem 18 parentes empregados no serviço público municipal. Morim teria empregado a esposa, o filho, as duas filhas e os dois genros, além de um irmão, dois cunhados, um tio, dois primos e outras seis pessoas ligadas a parentes dele.
O presidente do PT está distribuindo um panfleto com os nomes e o grau de parentesco de 16 funcionários. Por causa disso, estaria sendo vítima de perseguição. A prefeitura estaria fazendo um abaixo-assinado para pedir à Sanepar a transferência de Borges da cidade e coagindo servidores municipais a assinar o documento. ''Vários funcionários vieram me contar que foram obrigados a assinar'', disse o petista.
O chefe de gabinete da prefeitura e filho do prefeito, Antônio Marcos Morim, admitiu ontem à Folha que 18 parentes do prefeito trabalham na prefeitura, mas alega que a maioria foi aprovada em concurso desde que o município foi criado, em 1993 nas gestões de outros prefeitos.
Marcos Morim disse que seu pai tem apenas três parentes nomeados em cargos de comissão: a esposa Maria Zoraide da Silva Morim (secretaria de Ação Social) o filho (chefe de gabinete) e o genro João Paulo Cogo (chefe da Junta Militar). ''São cargos de confiança. Quem o prefeito deveria nomear chefe de gabinete? Um filho ou Adalberto Borges?'', ironizou. Ele informou que o prefeito ignorou as acusações, mas as pessoas citadas por Borges no panfleto vão processá-lo por calúnia e difamação.


