O prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PT), de 69 anos, permanecia, até o final da tarde de ontem, em coma induzido por medicamentos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital Mater Dei, após sofrer uma delicada cirurgia para reparação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Célio foi operado às pressas no final da manhã, ao ser constatado um coágulo no cérebro. Segundo os médicos, ele deveria ficar em coma por um período de três a cinco dias, ao final do qual poderiam ser verificadas eventuais sequelas neurológicas.

A internação ocorreu na manhã de quarta-feira. Segundo assessores, Célio estava em casa quando sentiu vertigens e intenso mal-estar. Submeteu-se a tomografias que apontaram uma isquemia interrupção de circulação sanguínea em determinada região do cérebro e, por recomendação médica, foi mantido na unidade.

Durante a madrugada, o quadro clínico se agravou: o prefeito teve parte da face e do corpo paralisados, o que levou os médicos a realizarem a cirurgia. ''O paciente teve um derrame e fizemos a cirurgia para aliviar a pressão intracraniana'', explicou o neurocirurgião Guilherme Cabral. A equipe de cirurgiões drenou cerca de 60 mililitros de sangue do cérebro. O caso, de acordo com Cabral, é grave, apesar de o estado de Célio ser considerado estável e de a cirurgia, que durou cerca de três horas, ter sido bem-sucedida. Um novo boletim médico deve ser divulgado hoje de manhã.

Parentes, integrantes da administração municipal, deputados estaduais e federais e o vice-govenador de Minas, Newton Cardoso, estiveram no hospital. ''O momento é de oração'', afirmou Cardoso.

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