O prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PT), 69 anos, deixou às 11h30 de ontem o CTI do hospital Mater Dei, na capital mineira, 11 dias após ter sido operado na cabeça por causa de um derrame cerebral. Ele está consciente, mas ainda não fala e se expressa por gestos. Mesmo assim, os médicos dizem que Célio está tendo uma ''melhora progressiva''.

A traqueostomia, uma incisão na traquéia pela qual os médicos monitoram as vias respiratórias do paciente, é o motivo de o prefeito não falar. Além disso, o fato de ele ter operado o lado esquerdo da cabeça para conter a pressão intracraniana pode afetar os movimentos do lado direito e também da fala.

Mas uma avaliação sobre eventuais prejuízos à fala, segundo o médico Marcos Andrade, só será possível quando for eliminada a traqueostomia. Quanto aos movimentos, eles ainda apresentam ''déficit'', segundo os médicos. Célio já está fazendo fisioterapia.

O prefeito, que ficou seis dias em coma induzido, está recebendo cuidados intermediários, em apartamento, junto da família. As visitas são restritas. Esses cuidados intermediários, segundo Andrade, implicam que o paciente está acompanhado por mais médicos e enfermeiros do que seria o normal em um apartamento.

Filiado ao PT desde o mês passado, Célio vinha sendo considerado pela cúpula nacional petista um dos nomes para compor com Luiz Inácio Lula da Silva a chapa à Presidência da República.

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