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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 14/07/2022, 18:43

Prefeito de Apucarana suspeito de tentar barrar investigação na Câmara

Áudio vazado aponta Junior da Femac pedindo a vereador que a Casa não abra comissão para investigar aliado acusado de pedofilia

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de julho de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Rafael Machado - Grupo Folha
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O prefeito de Apucarana (Norte), Junior da Femac (PSD), teria agido para impedir a abertura de investigação pela Câmara Municipal contra o vice-presidente da Casa e aliado dele, Mauro Bertoli (União Brasil). Bertoli seria alvo de uma comissão para apurar uma denúncia de pedofilia. 

É o que aponta um áudio vazado em que Femac pede a um outro vereador para que não seja aberta a apuração no Legislativo. O nome do parlamentar que teria recebido a gravação não foi divulgado. A acusação contra Bertoli já virou ação penal do Ministério Público. 

No áudio, o prefeito afirma acreditar que Bertoli apenas recebeu  o conteúdo e não o produziu. Aponta ainda a necessidade de que a comissão não seja criada. 

Imagem ilustrativa da imagem Prefeito de Apucarana suspeito de tentar barrar investigação na Câmara Imagem ilustrativa da imagem Prefeito de Apucarana suspeito de tentar barrar investigação na Câmara
|  Foto: Rafael Machado - Grupo Folha
 

Promotores responsáveis pelo caso contaram à FOLHA que em 2020 investigavam possível crime eleitoral praticado pelo vereador. Em uma das diligências, o celular dele foi apreendido, mas o aparelho possuía materiais com pornografia infantil, o que gerou a abertura de outro procedimento. 

Em nota, o Ministério Público informou que: "O caso foi objeto de investigação na 6ª Promotoria de Justiça de Apucarana, após a localização do material em busca e apreensão solicitada pelo Ministério Público Eleitoral da comarca, e atualmente a ação penal corre em segredo de justiça, o que impossibilita a disponibilização de outras informações".

A Prefeitura de Apucarana emitiu a seguinte nota para comentar o caso:

"O prefeito de Apucarana-PR, Junior da Femac, esclarece que o áudio divulgado é de trechos de uma conversa que manteve no mês de maio com um vereador. Ele diz ter apenas argumentado sobre fato que já está sendo investigado pelo Ministério Público e a Justiça Criminal da Comarca de Apucarana, há cerca de um ano e meio.

Disse a ele que confio plenamente no Ministério Público e na Justiça, e que apoia toda investigação, sem que haja a politização do caso. Como pai de duas meninas, repudio com veemência fatos desta natureza. Como gestor público, mantenho várias políticas de enfrentamento da violência contra crianças e mulheres. Como exemplo, o prefeito cita o Comitê de Escuta Especializada, mantido pela prefeitura, como forma de evitar a revitimização de crianças e adolescentes, que sofreram algum tipo de violência. 

Também mantemos na nossa gestão psicólogos custeados pelo município em todas as escolas públicas estaduais para atender crianças e adolescentes. Mantemos ainda políticas de proteção à mulher tais como o 'botão do pânico' e a 'patrulha Maria da Penha', custeados pelo município, além da distribuição gratuita de kits de higiene íntima nas escolas públicas estaduais e nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), visando combater a pobreza menstrual."

Bertoli não quis se manifestar. A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara de Apucarana, Franciley Poim (PSD), mas ele não atendeu as ligações. 

Junior da Femac foi reeleito prefeito em 2020 após ter assumido o cargo na condição de vice do então chefe do Executivo Beto Preto (PSD), que havia deixado a prefeitura para comandar a Secretaria de Estado da Saúde na atual gestão do governador Ratinho Junior (PSD). Preto renunciou ao cargo em abril para concorrer a uma vaga de deputado nas eleições de outubro. 

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