O prefeito de Santa Mariana, Arati Cafieiro (PMDB), classificou de ‘‘ignorância e truculência’’ a atitude do promotor Odoné Serrano Júnior, que interpelou o juiz Aldemar Sternadt para que o presidente da Câmara, Irani Salomão (PMDB), assumisse a prefeitura em sua ausência do município. Ele enviou nota à Folha de Londrina contestando o Judiciário. Semana passada, o prefeito se ausentou um dia da cidade e o promotor requereu à Justiça que Salomão tomasse posse. O promotor alegou que como o vice-prefeito também estava ausente, a cidade não poderia ficar sem comando.
O juiz acatou a interpelação, mas Salomão acabou não assumindo, com a alegação de que a lei orgânica do município permite ao prefeito se ausentar até 15 dias sem ter de pedir licença à Câmara. ‘‘Sair da comarca é uma coisa. Outra é deixá-la sem ninguém que responda pelo Executivo’’, justificou o promotor. O prefeito alegou na nota que estava ‘‘a serviço em Curitiba’’.
O promotor argumentou ainda que semana passada recebeu uma denúncia anônima sobre o caso de uma gestante que teria perdido o bebê por falta de médico no hospital municipal. Serrano Júnior determinou à polícia a instauração de inquérito para apurar a denúncia. O prefeito disse que o hospital é administrado pela Associação Assistencial de Santa Mariana e a ‘‘prefeitura paga somente os plantonistas. Portanto, se houve alguma falha no atendimento, não compete ao prefeito resolver. A pessoa que alega prejuízo deve denunciar o médico, não o prefeito.’’ O presidente da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop), Sérgio Tizziani, também enviou nota à Folha ontem manifestando ‘‘apoio e solidariedade’’ ao prefeito de Santa Mariana.

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