Prefeito corta salário para enfrentar a crise
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Jair Aceituno Agência Estado 
Cortar 10% do próprio salário e de 115 ocupantes de cargos de confiança foi a primeira medida adotada pelo prefeito Toshio Misato (PMDB) em decorrência do conjunto de medidas anunciado pelo Governo Federal. Essa providência faz parte da meta estabelecida de, em 90 dias, reduzir em 15% a folha de pagamento da Prefeitura. A outra medida já colocada em vigor estipula o corte de 50% das horas extras trabalhadas pelos funcionários e a suspensão de todos os veículos de representação e de gastos que possam ser evitados.
A prefeitura deixa de oferecer veículos para entidades assistenciais, clubes e grupos esportivos e de fazer tudo aquilo que não seja reconhecidamente de obrigação da administração pública, diz o prefeito, que agora mantém entendimentos com as lideranças dos 1600 funcionários municipais para determinar como deverão ser feitos os cortes de despesas para atingir a meta de economia de 15%. As alternativas são a demissão de ocupantes de cargos de confiança e celetistas ou a redução da jornada de trabalho com diminuição equivalente de salários. A meta é economizar R$ 210 mil por mês.


