Prefeito continua desaparecido
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sábado, 10 de março de 2001
Vânia Moreira De Umuarama 
O prefeito de Mariluz (35 quilômetros a sudoeste de Umuarama), padre Adelino Gonçalves (PMDB), está desaparecido desde anteontem à noite uma hora antes de o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná decretar sua prisão preventiva. Ele é acusado de ser o mandante das mortes do vice-prefeito Aires Domingues (PPS) e do presidente do PPS, Carlos Alberto de Carvalho, ocorridas no dia 28. O ex-policial Luiz Lucas Gomes foi preso, confessou o crime e apontou Gonçalves como mandante.
Na sexta-feira, a Polícia Civil de Umuarama ficou com Gonçalves até por volta das 17 horas. De manhã, ele havia sido retirado da prefeitura de Mariluz, onde uma multidão ameaçava invadir o prédio e linchá-lo. Os moradores depredaram a prefeitura e o carro do prefeito.
Segundo o delegado-chefe de Umuarama, Marcolino Aparecido da Costa, os policiais deram proteção ao prefeito, mas não podiam segurá-lo porque ainda não havia o mandado de prisão. A polícia procura Gonçalves e dois assesssores que também estariam envolvidos e tiveram a prisão temporária decretada.
O clima em Mariluz está mais tranquilo, mas a situação política continua confusa. O presidente da Câmara, Benedito Oscar dos Santos (PPB), disse que não pode assumir ainda. Ele esteve na prefeitura ontem (sexta-feira) e, com isso, pode ficar mais 15 dias fora, sem caracterizar abandono de cargo.


